SOBRE O LIVRO - A GLOBALIZAÇÃO E OS TRINTA ANOS DE INDEXAÇÃO NO BRASIL
A globalização finalmente chegou para valer: a implosão de Wall Street com a crise do subprime de 2007/09 e as fraudes bancárias e governamentais globais para salvamento de bancos tem potencial para gerar uma crise fiscal cujo resultado pode ser o início de um período de inflação elevada no primeiro mundo ou algo pior: uma hiperinflação mundial como na Alemanha de Hitler. O livro “A Globalização e os Trinta anos de indexação no Brasil” de ANDRÉ DE OLIVEIRA GUIMARÃES é o único que conta em detalhes como um país conviveu com três décadas de inflação elevada e hiperinflação.

O livro “A Globalização e os trinta anos de indexação no Brasil” de André de Oliveira Guimarães, JAC – gráfica & editora, São José dos Campos, SP, Brasil, publicado no ano 2000 é um ROTEIRO histórico, político, jurídico, econômico, financeiro e sociológico sobre a inflação no Brasil. Em 319 páginas (Volume 1) o autor conta como a “indexação” ou “correção monetária” ou “atualização monetária” perpetuou a inflação possibilitando a ocorrência a hiperinflação nas décadas de 80 e 90.

A “correção monetária” ou “indexação” criada em 1964 e extinta trinta anos depois, em 1994, com o Plano Real, foi o instrumento financeiro que — juntamente com a ditadura militar — destruiu o Estado e a sociedade, produzindo o CAOS dos dias atuais que se soma à GLOBALIZAÇÃO, produzindo um CAOS ainda maior cujo resultado é a ruína da civilização. O socialismo / comunismo fracassou no século XX e agora no século XXI é o capitalismo / neoliberalismo o sistema em vias de colapsar, mostrando que basicamente é a corrupção política o grande câncer de qualquer sistema que se adote.

O grande progresso econômico do Brasil, um país emergente, ocorrido a partir de 1994 pode se dissipar em virtude da agonia do Estado, corrompido em todas as suas esferas e poderes desde sempre, e das enormes pressões impostas aos Estados pela exclusão social exponencialmente crescente gerada pela globalização. A democracia reconquistada duramente, em 1988, após 21 anos de ditadura militar (1964-1985) está novamente em vias de extinção pela ditadura da corrupção. Três processos econômicos se sobrepõem: trinta anos de indexação e inflação (1964-1994), a globalização e agora em 2009 uma crise financeira gerada pelos Estados Unidos que no mínimo fará o tempo se adiantar uma década em questão de meses, catalisando exponencialmente a globalização, que já era um processo de aceleração dos eventos históricos.

Três cenários existem hoje para os EUA: 1) vivenciar um overshooting cambial como o acontecido no Brasil de 1999, com o dólar se estabilizando em novo patamar e deixando os americanos um pouco mais pobres; 2) vivenciar o cenário anterior e a seguir o início de uma “inflação inercial” como no Brasil do final da década de 70 e início da década de 80, transformando-se na mais nova “República de bananas”; 3) experimentar, da noite para o dia, uma hiperinflação alemã como a da década de 20 com os detentores de títulos públicos desfazendo-se de suas posições “num efeito rebanho” semelhante ao das Bolsas de Valores e fugindo para o Ouro e outros ativos reais. O cenário 1 já está em andamento há meses, estando o dólar já desvalorizado demasiadamente: desprezando-se a crise e a inflação nos EUA, deveria estar valendo hoje no Brasil cerca de R$ 4 e no entanto flutua entre R$ 1,6 e R$ 2,5.

No livro há 7 capítulos: o primeiro contando os diversos casos de hiperinflação no mundo; o segundo explicando o mecanismo da indexação criado pelo governo (cujo objetivo principal era “defasar” suas despesas e “corrigir” suas receitas, criando ganhos orçamentários fabulosos); o terceiro explica como bancos e demais instituições financeiras se adaptaram à inflação e passaram a auferir lucros escandalosos “prefixando” a inflação futura em seus créditos (ganhando juros “reais” de mais de 100% ao ano); o quarto mostra como o governo “defasou” suas principais despesas: criando leis salariais de indexação automática de salários que resultaram após trinta anos cerca de 800% de “defasagem” salarial, o que significou que os salários perderam cerca de 90% de seu “valor real”, o que foi o principal ingrediente para o surgimento de uma nova classe de políticos profissionais: a de ex-sindicalistas; o quinto mostra como sucessivos “planos econômicos” que supostamente tentaram debelar a inflação produziram as famosas “perdas salariais” e os “esqueletos” (“correção monetária” devida e não paga em aplicações financeiras e contratos diversos), sempre mantendo a inflação num patamar “interessante” (uma hiperinflação controlada); o sexto mostra como o “Plano Real de 1994 debelou para sempre a “inflação” e como foi o mecanismo de estabilização dos “preços relativos”, a URV, Unidade Real de Valor; o sétimo discute diversos problemas jurídicos, políticos, econômicos e sociológicos produzidos por trinta anos de indexação.

O que poderá acontecer agora com os Estados Unidos pode ser visto em detalhes analisando-se o passado recente do Brasil nesta obra inédita de 319 páginas publicada originalmente no ano 2000, trabalho iniciado em 1992 e completado em 2000, seis anos após a “estabilização econômica definitiva da economia em 1994. Uma atualização estava em andamento no final de 2007, mas foi suspensa em face do volume colossal de informações produzidas pela crise do subprime de 2007-2009. Este volume de informações está em incessante crescimento exponencial. A dimensão da crise tornou impossível, pelo menos no momento, identificar sua real natureza. Várias são as hipóteses, todas elas plausíveis:

  • 1) fraude tradicional ao estilo da ocorrida nos escândalos da Enron e WorldCom em 2001 (os grandes bancos da crise de 2007-09 já estavam envolvidos no escândalo da Enron de 2001 e naquela época o governo de tudo sempre soube e nada fez);
     
  • 2) uma fraude sim, mas patrocinada pelo governo dos EUA para desestabilizar o Euro e fazer submergir as economias emergentes dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) e garantir a supremacia americana; e
     
  • 3) uma crise patrocinada pelo governo americano com o objetivo de produzir um caos mundial em virtude de objetivos militares desconhecidos do público a serem postos em prática em médio prazo.

Os principais países sob ameaça de colapso econômico são os EUA e a Inglaterra, a seguir vindo o colapso do euro, perfazendo um colapso bíblico apocalíptico digno: todas as principais moedas virariam pó. A crise financeira de 2009 se tiver todos os desdobramentos possíveis pode fazer com que a crise de 1929 e a depressão dos anos 30 pareçam algo bem suave. Na Internet e na própria TV pululam previsões. As mais notáveis são as de pessoas como Jim Rogers (ex-sócio do investidor George Soros), Marc Faber (jornalista europeu com P.H.D. em economia), Peter Schiff (executivo de empresa de investimentos e assessor econômico do parlamentar Ron Paul [ex-candidato à presidência dos EUA]), Nouriel Roubini (professor de economia em Nova Iorque e criador do RGE Monitor, empresa de assessoria econômica com site na Internet) e Gerald Celente (pesquisador do instituto Trends Research).

Para muitos outros nada de mais acontecerá. A crise serviu para mostrar que qualquer previsão se tornou inútil, pois a volatilidade de todos os fatores se tornou estúpida. A crise mostrou o quanto são ridículas as previsões econômicas com precisão de décimos de pontos percentuais e o quanto existe de mentira no mercado financeiro, em empresas de auditoria e classificação de risco e também nos governos. No Brasil as raríssimas obras que tratam de inflação já começam no início com derivadas e integrais para explicar porque o preço do pão subiu 5% e porque isso representa 4,76% de perda no poder aquisitivo.

Outras poucas que tratam do assunto num nível um pouco mais próximo da realidade são plágios grotescos do livro aqui posto à disposição. Nesta obra não há derivadas, integrais e modelos econométricos. Conta-se simplesmente o que aconteceu com o bolso das pessoas ao longo do tempo, como e quanto cada um ganhou ou perdeu e como era o mecanismo de indexação, que é o que interessa para quem não viveu sob hiperinflação. Na época, em 2000, muitas pessoas elogiadas na obra ainda eram inocentes, não tendo sido acusadas de coisa alguma até então. Este livro aqui disponibilizado em formato PDF (clique no link abaixo para abrir uma nova janela com o livro já aberto e depois clique no ícone para salvar sua cópia com o nome que desejar na pasta que desejar). O livro não é obra política, não é comunista, não é livro religioso apocalíptico. É uma obra produzida por pessoa que hoje tem 39 anos de idade e viveu no tempo da hiperinflação no Brasil nas décadas de 80 e 90, além de ser um paulista da antiga classe média, alguém que faz ou fazia parte “das maldita zelite” hoje tão criticada pelo “povo” que tomou o poder.

O autor, ANDRÉ DE OLIVEIRA GUIMARÃES, é Bacharel em Direito formado pela UNITAU, Universidade de Taubaté, SP, em 1998, e é técnico mecânico formado pela ETEP, Escola Técnica Everardo Passos, de São José dos Campos, SP, em 1988. Foi estagiário técnico mecânico na Volkswagen S.A. de Taubaté, SP, desenhista técnico na EMBRAER, Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A., em São José dos Campos, SP, Representante Comercial autônomo no ramo de material de construção no Vale do Paraíba, Litoral Norte de São Paulo e Sul de Minas Gerais, Professor de Matemática Financeira, Organização e Normas Técnicas, Desenho Mecânico e Matemática na Escola Técnica Machado de Assis em Caçapava, SP, e atualmente trabalha como desenhista técnico pericial na Polícia Científica de São Paulo, Brasil, cargo que ocupa desde 1994. Participou de diversos concursos públicos, tendo logrado classificação na Polícia Federal e deixado de se classificar por menos de uma questão como Técnico da Receita Federal e Fiscal de Rendas Estadual.

Sua experiência no ramo de representação comercial no tempo da hiperinflação quando a inflação mensal era superior a 30% (o que perfazia mais de 2.200% no ano) em 1992 foi o que o levou a preparar inicialmente um manual de convivência com a hiperinflação, um “manual de bruxaria” para “prefixação de valores monetários futuros”, pois naquele tempo o pensamento geral era de que a inflação não mais teria fim, pois era uma situação que já durava décadas. O DOWNLOAD do livro é GRATUITO, e sua cópia para uso pessoal ou impressão para uso pessoal É AUTORIZADA. A citação de trecho em outras obras disponibilizadas gratuitamente É AUTORIZADA DESDE QUE CITADA A FONTE (este site) e o AUTOR (André de Oliveira Guimarães).

O livro pode ser utilizado como simples curiosidade ou fonte de pesquisa para trabalhos universitários multidisciplinares, assim como também para pesquisa histórica ou jurídico-cronológica. For americans, is a little piece of history about what may happen to you. I hope it won’t happen, but Marc Faber, Jim Rogers and Peter Schiff say US perhaps be the 1964-1994’s Brazil or 1933’s Germany.

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A Globalização e os Trinta Anos de Indexação no Brasil

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